A Serra de Montejunto com os seus 666m de altitude é a Serra mais próxima da região Centro/Oeste, onde resido. Possui uma diversidade de motivos de interesse que justificam várias visitas, quer no âmbito paisagístico, como geológico, arqueológico, vegetal ou animal e tantos mais...

Este é o
castinçal que existe perto do Centro de Interpretação Ambiental da Serra de Montejunto. Um castinçal é um povoamento de castanheiro bravo e tanto estes como os pinheiros, sobreiros e carvalhos terão sido plantados pelos Seviços Florestais no início do séc. XX. Aqui neste
Centro, está disponível informação sobre percursos pedestres e sobre a Serra de um modo geral.
Ouriço da castanha
Crocus serotinus - Açafrão-bravo

Já no topo da serra, encontram-se marcas mais antigas da ocupação humana como este Convento Dominicano do sec.XIII. (Mas parece que há
mais... que eu não vi). Mais recentementemente, sec. XX , a intervenção humana ficou marcada pela colocação de antenas de telecomunicações civis e militares (ultima foto).

Nesta altitude, em volta das ruínas, encontram-se estes excelentes exemplares de
Erodium cicutarium e de
Calendula arvensis - Erva-vaqueira

Sedum album - Arroz-dos-telhados
(?)

Junto ao Convento existe também a Capela da Sra das Neves - séc. XIII ou antes.

Entre outras plantas, reparei neste
Rhamnus alaternus 'brotando' das paredes das ruínas (Obrigada pela correcção Rui :)

Algures, pelo meio das minhas pesquisas encontrei numa referência a este maciço calcário como sendo quase como uma '
ilha' relativamente á paisagem envolvente e de facto é o que se sente. Em volta desta estrutura geológica, com cerca de 15km por 7km, avistam-se os terrenos mais baixos e cultivados dos concelhos limítrofes como o Cadaval, Bombarral, Alenquer e até as Lezírias do Tejo, etc

Dianthus lusitanus (?) - Cravina-brava
O alecrim - Rosmarinus officinalis - domina o estrato arbustivo deste planalto intermédio
Sementes da
Paeonia
A meio da encosta encontrei este exemplar de Acer monspessulanum ou Zêlha
Phillyria latifolia - Aderno







Linaria (será caesia?)

Teucrium polium (?)

Jasminum fruticans - Jasmineiro-do-campo
Helleborus foetidus - Erva-besteira
Prunus spinosa - Abrunheiro-bravo
Crataegus monogyna - Espinheiro-branco



Encontram-se cerca de 75 espécies de aves e morcegos que nidificam por aqui, algumas delas referidas no Livro Vermelho dos Vertebrados e cerca de 400 espécies de plantas, algumas delas endemismos de zonas calcárias.

Salvia

Bosque denso de Quercus coccifera e Phillyrea latifolia na transição da serra para os terrenos cultivados.



10 comentários:
:) que bela Reportagem! É bom ler coisas boas acerca da minha terra!
Biodiversidade ao rubro!
Belas imagens, distantes do meu Douro.
Lindas fotos. Belo post.
Tive o privilégio de passear por aí na Primavera e havia Paeonia em flor por todo o lado! É de encher os olhos, recomendo vivamente!
Não encontrei a zelha, e bem gostava. Parace que também por lá há Acer campestre. Mas ambos os bordos estão reduzidos a alguns exemplares.
Só uma nota, a foto do carrasco parece-me Rhamnus alaternus, pelo menos ao longe!
A planta com o ponto de interrogação é linda, vou espreitar um guia, ver se vejo algo parecido! Tem cara de composta.
Ezequiel: linda mesmo é a 'tua' terra. Eu é que não sei expressar o quanto gostei dela mas espero que as fotos consigam dar uma ideia. Cada vez dou mais valor a estes nossos tesouros naturais ^_^
Rafael: É verdade; é pena o Douro ser tão longe senão também não me escapava, rsrs
Rui: Em primeiro lugar obrigada pela correcção, é mesmo Rhamnus ;)
Durante o passeio por acaso pensei que tenho que lá voltar na Primavera pois deve ser um deslumbre de flores.
Quanto á zelha encontrei um único e pequeno exemplar e foi por acaso, não é fácil. O campestre não vi mas numa próxima oportunidade já vou procurá-lo, :)
Abraços a todos
Obrigada pelo passeio. quando é o próximo? Vou ficar atenta...
Muy bonito!
Oi
Excelente retrato do Montejunto, e aconselho vivamente que visites na primavera! à cerca de 5 anos que vou lá e encontro sempre algo novo...
À dois anos os tectos das ruínas (fotos 4 e 5) estavam cheias de Aceras anthropophorum e Orchis champagneuxii(pelo menos) para não falar dos milhares de exemplares que se encontram na berma da estrada a caminho das antenas. Também já encontrei 2 vezes a víbora cornuda e inúmeros insectos como o Escaravelho-rinoceronte (Oryctes nasicornis)!
Um abraço
São bem visíveis as marcas deixadas pelos incêndios de há uns anos.
É claro que já nos temos cruzado (pela jardineira aprendiz p ex.)...Mas não resisti a deixar-te aqui um abracinho pela bela reportagem da serra e seus habitantes. E depois, com a clareza tua, acabo por identificar "coisas minhas" que apanho por aí e não tenho paciência para procurar nomes...
Obrigada!
Olá.
Fiquei encantada.
Sou bióloga e bioquímica da área de saúde, logo meus conhecimentos de Botânica não podem ser considerados nota 10. Entretanto, nas pesquisas para meu blog tenho estudado as plantas aromáticas e fiquei encantada, de ver fotos plausíveis, palpáveis, de várias.
A perfumaria é muito desenvolvida na Europa e baseada em óleos essenciais que primariamente vieram da Natureza.
Fico frustradíssima quando vejo as referências às plantas que são comuns na Europa e nem tanto no Brasil.
Sinto como se tivesse perdido uma parte importante da diversidade do planeta. Mas pelo menos posso apreciar pelas fotos... Obrigada. beijocas. Elisabeth
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