Halimium halimifolium

Nome científico: Halimium halimifolium (L.) Willk. f. maculatum

Nome vulgar: Sargaça
.
Local: Lagoa de Valado de Frades, pinhal
.
Arbusto pequeno, de folhagem cinza prateado, encontrado em solo arenoso.
Característico da região mediterrânica, com preferência por matos e dunas do litoral.
As flores de cinco pétalas, são totalmente amarelas ou possuem manchas violáceas na base, na forma maculatum.

Na praia norte da Nazaré

O Promontório do Sítio da Nazaré representa o perfil característico que remata o cenário onde está encaixada a tão conhecida vila da Nazaré.
Este promontório divide duas paisagens diametralmente opostas mas nem por isso menos interessantes, dependendo claro está dos nossos interesses :)
Para sul, a praia e a vila fervilham de gente, na agitação típica da época de férias.

Para norte, descobre-se um outro mundo. Aqui a praia, as dunas e o mar estão entregues a si próprios.
Particularmente interessantes são as falésias.

Quase sem se perceber como, das rochas surgem Inula crithmoides, Limonium


Crithmum maritimum e Frankenia

A exposição aos ventos Norte e o mar nornalmente sempre com ondas boas para surfistas, não proporcionam boas condições para fazer praia, pelo que é possível apreciar a diversidade de plantas existente nas dunas.

Otanthus maritimus e Euphorbia portlandica
mas também Calystegia soldanella, Eryngium maritimum, Medicago marina, Polygonum maritimum, Crucianella maritima, Artemisia maritima e Elymus farctus (feno-das-areias)

Sedum sediforme e Paronychia argentea
Quando nos começamos a afastar da praia para o interior, começa a dominar o Helichrysum stoechas, Ononis natrix ramosissima, para além das invasoras Carpobrotus edulis (chorão-das-praias) e Arundo donax (cana).

Cuscuta epithymum

Nome cientifico: Cuscuta epithymum L.
Nome vulgar: Cabelos; Linho-de-cuco

Local: Nadadouro, CR

A Cuscuta é uma planta parasita, sem raízes e sem clorofila. Alimenta-se, introduzindo uns órgãos de sucção chamados haustorios nos ramos das plantas hospedeiras, chupando a seiva que não consegue sintetizar. Pode parasitar herbáceas mas tem preferência por arbustos e em especial por leguminosas.

Cuscuta a parasitar o tojo.

"Em Nome da Terra"

Via Bioterra, tive conhecimento desta colecção de videos sobre o Arq. Gonçalo Ribeiro Telles.

Porque razão os políticos não ouvem as palavras deste Homem?


Lagoa de Óbidos - II

Lagoa de Óbidos - Foz do Arelho - fim da Primavera 2009


Depois de um primeiro passeio feito na Lagoa de Óbidos - I num Inverno passado, resolvi ás portas do Verão, voltar a percorrer a zona interdunar atravessada pelo recém criado passeio pedonal que cincunda a Lagoa. Agora as gramíneas predominam e por entre estas surgem ocasionalmente

Plantagos sp. ......................Melilotus indicus

Medicago marina................................. Frankenia

gramíneas dominantes por identificar ^_^

Euphorbia paralias

Juncus sp.............Crucianella maritima

Calystegia soldanella ..................... Cakile maritima
Atriplex prostrata
.
Curiosamente, tirando a intensidade da luz e o domínio das gramíneas, é pouco evidente a diferença entre as duas estações, ao contrário do que é fácil reparar actualmente noutros habitats. Com excepção da Crucianella e da Calystegia, tudo se mantém semelhante e sem a exuberância primaveril.

Stachys officinalis

Nome cientifico: Stachys officinalis (L.) Trevis. syn.: Betonica officinalis, Stachys betonica
Nome vulgar: Betónica; Cestro

Local: Pinhal ESAD, CR

Herbácea com cerca de 60 a 80cm de altura, de caules quadrangulares com pêlos e folhas oblongas dentadas, de nervuras profundamente marcadas, verde escuro, dispostas sobretudo na base.
Flores de um rosa-púrpura uniforme sem marcas, em espigas terminais com brácteas semelhantes ás folhas, ou formando-se nas axilas das folhas superiores.Encontrei apenas 4 ou 5 exemplares, á beira de um caminho, no pinhal, numa exposição meia-sombra.
Tem propriedades medicinais sobretudo no tratamento das dores de cabeça.

Dia Mundial do Ambiente HOME (Trailer)

Hoje dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, é exibido este filme nos cinemas, na televisão, em dvd e na Internet simultaneamente em mais de 50 países.

"HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. "

e o filme integral na versão portuguesa

Medicago marina

Nome cientifico: Medicago marina
Nome vulgar: Luzerna-da-praia

Local: Foz do Arelho

Cirsium vulgare

Nome cientifico: Cirsium vulgare (Savi) Ten. syn. Cirsium lanceolatum Hill
Nome vulgar: Cardo-roxo
.
Local: Nadadouro, CR

Este cardo nativo da Europa, destaca-se pelas suas grandes 'cabeças' florais com 2 a 4 cm de diâmetro. As bracteas involucrais têm as pontas amareladas e espinhosas.
Este teria cerca de 1m de altura mas pode chegar aos 2m. Ainda assim é uma herbácea bianual, formando uma roseta de folhas no 1º ano e florescendo apenas no 2º. De caule erecto e ramificado, sub-lenhoso, pubescente e estriado.
As folhas são alternas, pinatilobadas, sésseis ou com pecíolos alados, com espinhos fortes na extremidade dos lóbulos. Pode ter folhas com 35cm de comprimento.
É uma espécie melifera e a dispersão das sementes é feita pelo vento.

The bull thistle is native to Europe, easily ID for their effusive flower heads with 2 to 4 cm and involucral bracts (lower part of flowerhead) with yellowish spiny recurved tips. It can achieve 2 meters height on its 2nd and last year of life after forming a rosette of leaves in the first year. Attracts bees and their big seeds of 5 mm long, spread in wind dispersal.

Há oito plantas em perigo crítico de extinção no país

"... Das oito espécies de plantas "em perigo crítico", apenas sete existem em território nacional onde ocupam uma área de distribuição reduzida. São elas a corriola- -do-espichel, Linaria ricardoi, narciso-do-mondego, miosótis-das- -praias, diabelha-do-algarve, diabelha-do-almograve e o álcar-do- -algarve. Também em extinção está o trevo-de-quatro-folhas, que existe em vários países mas tem vindo a regredir em Portugal. ..."
.

De novo as Gramíneas/ Gramineae, here they are again

Lagurus ovatus

As fotos publicadas abaixo têm em comum o facto de serem as gramíneas que estão a florir agora, em Maio. Publiquei-as para que possam ajudar-me na sua identificação ;)

Mas não foi só por isso; foi também para chamar a atenção para estas pequenas mas muito numerosas plantinhas que predominam nos nossos campos e que ninguém repara.

Nesta altura do ano em que a maioria das plantas entra em floração, é frequente agravarem-se as alergias e as inevitáveis queixas - contra as árvores sobretudo. Quando pensamos que se ultrapassou a fase da 'podite' em que as árvores são mutiladas a eito, eis que chegamos á fase de 'cortem a árvore' porque faz alergia.

Estes últimos dias, entre conversas de rua e telefonemas profissionais o tema é tratado sempre com a mesma leveza: "Temos que cortar as árvores porque as pessoas queixam-se com alergias". E as árvores em questão são sobretudo os Choupos e os Plátanos. Eu penso que estas árvores serão mais visadas devido á libertação de partículas visíveis, semelhantes ao algodão, que nada têm a ver com o pólen.

Pois consultando o site da Rede Portuguesa de Aerobiologia aquelas nem são as espécies de maior alergenicidade. Neste momento são mais agressivas as gramíneas , a oliveira, a parietária e o sobreiro.

Ainda que, felizmente, não tenha problemas de alergia e com todo o respeito por quem os tem, acho que este assunto, tal como o da poda das árvores, deve ser tratado com mais profissionalismo. Acho de uma grande leviandade mandar cortar uma árvore ou mais, que já lá existem há 20 ou mais anos, apenas porque um grupo de pessoas pediu, enquanto os campos por detrás continuam cheios de gramíneas e até quem sabe, essas mesmas pessoas têm os seus relvados de grama mesmo á porta.


Elymus farctus

Nome cientifico: Elymus farctus (Viv.) Runem. ex Melderis ssp. boreali-atlanticus (Simonet et Guin.) Melderis
Nome vulgar: Feno-das-areias

Local: São Martinho do Porto

Encontra-se nas areias marítimas do litoral da costa mediterrânica






Ammophila arenaria


Stipa gigantea

Nome cientifico: Stipa gigantea Link in Schrad.
Nome vulgar: Baracejo

Local: Serra de Montejunto


De aspecto dourado, esta gramínea alta e perene tem preferência por solos arenosos e siliciosos.

Serratula pinnatifida

Nome cientifico: Serratula pinnatifida (Cav.) Poir.
Nome vulgar: ?

Local: Nadadouro; Bom Sucesso

Espontânea no Mediterrânio ocidental.
As duas fotos de cima e a foto de baixo correspondem a lugares diferentes e a um mês de diferença mas penso que corresponderão á mesma espécie.
Quando encontrei os exemplares mostrados abaixo, num mato do Bom Sucesso, achei que era uma planta com uma folhagem muito bonita, faltava saber como seria a sua flor.
De porte erecto, baixo, cerca de 20 a 30cm, com folhagem verde escuro mas ligeiramente tomentosa e com as nervuras bem marcadas, variando entre folhas quase inteiras e as profundamente fendidas.
Agora, um mês depois, encontro-as já em flor no Nadadouro, nos limites de um pinhal. Estas têm as folhas com um aspecto menos coriáceo que as primeiras que encontrei.

Cistus ladanifer

Nome cientifico: Cistus ladanifer
Nome vulgar: Esteva; Xara

Local: Nadadouro, CR

Chrysanthemum coronarium

Nome cientifico: Chrysanthemum coronarium L.
Nome vulgar: Malmequer; Pampilho-vulgar; Pimpilho
.
Local: Valado de Frades; Serra dos Mangues

Scrophularia frutescens

Nome cientifico: Scrophularia frutescens L.
Nome vulgar: ?

Local: Bom Sucesso, Óbidos

Pequeno arbusto de folhas carnudas que pode atingir 60cm de altura e encontra-se nas areias marítimas de todo o litoral. Distribui-se pela Peninsula Ibérica e NW de África.

Bartsia trixago

Nome cientifico: Bartsia trixago L.
Nome vulgar: Flor-do-ouro

Local: São Martinho do Porto
Espécie que pode apresentar a corola em dois tons de amarelo ou bicolor, em que o lábio superior é rosáceo e o lábio inferior branco (como neste caso).

Oenothera speciosa

Nome cientifico: Oenothera speciosa
Nome vulgar: ?

Local: Óbidos

Herbácea nativa do sudoeste dos EUA e do México.
Pode tornar-se invasiva.





Arenaria montana

Nome cientifico: Arenaria montana L.
Nome vulgar: Arenária; Arísaro

Local: Oliveira do Hospital, Parque


Encontrei esta herbácea em pequenos tufos esporádicos, com cerca de 20 a 25cm de altura e 30 a 40 cm de diâmetro, no Parque de Oliveira do Hospital. As manchas de flores brancas iluminavam-se contrastando com o solo que antes terá sido relvado, sob as árvores. Tem um aspecto denso mas delicado, pubescente, de porte prostrado-ascendente.

I found this herbaceous evergreen perennial plant growing about 20 to 25cm in height and 30 to 40cm round, in a Park. Its white flowers were shining under the canopy trees. Looks dense but delicate, good for groundcover.

É espontânea em regiões montanhosas do sudoeste europeu, desde os Pirinéus até Portugal.

Is native to mountainous regions of southwestern Europe, from the Pyrenees to Portugal.

Lavatera cretica

Nome cientifico: Lavatera cretica L.
Nome vulgar: Malva-bastarda

Local: Meu jardim

Espontânea até no meu jardim :) Spontaneous in my garden

Fruto (esquizocarpo) com as sementes ainda não maduras.
Os carpelos unidos na flor separam-se na maturação em mericarpos monospérmicos.
Sendo á primeira vista muito semelhantes, as Malva spp. distinguem-se das Lavatera spp. pelo epicálice: Malva spp - peças do epicálice livres; Lavatera spp. peças do epicálice soldadas na base.

Serapias sp

Nome cientifico: Serapias sp
Nome vulgar: ?

Local: Barragem de S. Domingos, Atouguia

Encontrei mais um blogue de Pessoas que SABEM A SÉRIO de Plantas

Cynoglossum creticum

Nome cientifico: Cynoglossum creticum Mill.
Nome vulgar: Cinoglossa-de-flor-listrada; Orelha-de-lebre; Língua-de-cão

Local: Barragem S. Domingos; Serra d'Aire e Candeeiros



Serra d'Aire - Abril 2009

Serra d'Aire - Abril 2009

Fritillaria lusitanica

Nome cientifico: Fritillaria lusitanica Wikstr.
Nome vulgar: Fritilária; Fritilária-de-Portugal

Local: Serra d'Aire e Candeeiros

Semelhante a uma túlipa mas com a flor invertida, voltada para baixo e com as folhas linear-lanceoladas. É um géofito que pode ter entre 15 e 60 cm de altura e as flores, terminais, de 2 a 3,3 cm, têm as tépalas acastanhado-avermelhadas, com uma faixa amarela-esverdeada;

Paeonia broteri

Nome cientifico: Paeonia broteri Boiss. et Reut. syn: Paeonia broteroi Boiss. et Reut. syn: Paeonia lusitanica auct.

Nome vulgar: Erva-casta; Erva-de-santa-rosa; Peónia; Piónia; Rosa-albardeira; Rosa-cuca; Rosa-de-lobo
.
Local: Serra d'Aire e Candeeiros
.
O seu nome foi-lhe atribuído pelo botânico português Félix da Silva de Avellar,no sec. XVIII.
É uma planta endémica dos bosques da Peninsula Ibérica. Com preferência por solos calcários encontra-se em locais sombrios e pedregosos da orla dos bosques.
A sua vistosa flor com cerca de 10cm de diâmetro é rosa-claro com numerosos estames e anteras douradas. Passada a exuberância da flor, começa o declínio da parte aérea mas perdura o não menos exótico fruto.

Orchis italica

Nome cientifico: Orchis italica Poiret
Nome vulgar: Flor-dos-macaquinhos; For-dos-macaquinhos-dependurados; Flor-dos-rapazinhos.

Local: Serra d'Aire e Candeeiros

Orchis champagneuxii

Nome cientifico: Orchis champagneuxii Barnéoud
Nome vulgar: Testículo-de-cão; Erva-do-salepo

Local: Serra d'Aire

Incluida no grupo de Orchis morio, esta é a ssp champagneuxii.
O seu nome vulgar deve-se á semelhança dos seus tubérculos com pequenos testículos.
É uma planta herbácea, perene e autótrofa (ou seja, que produz o seu próprio alimento).
Tem o labelo com coloração uniforme ou com uma zona central esbranquiçada e sem manchas.

Primula acaulis

Nome cientifico: Primula acaulis (L.) Hill syn: Primula vulgaris Huds. subsp. vulgaris
Nome vulgar: Primaveras; Copinhos-de-leite

Local: Coto, CR

Muito semelhante ás prímulas dos jardins, estas silvestres surgem em relvados húmidos e nas matas, preferindo locais sombrios, abrigados mas abertos.
É perene, com as folhas dispostas em roseta basal, obovadas e rugosas, num verde claro.
As flores de 5 pétalas, são de um amarelo pálido quase branco e amarelo marcado junto á garganta.
É uma planta indicadora de alcalinidade.

Looks like garden's primroses but these are wild. We can find them in wet grassy places and shady woods.
Its presence means an alkaline soil.

Helleborus foetidus

Nome cientifico: Helleborus foetidus L.
Nome vulgar: Erva-besteira; Erva-dos-besteiros

Local: PNSAC

Planta perene que pode alcançar os 80cm.
Folhas caulinares com 7 a 11 segmentos lanceolados, subcoriaceas, inteiras ou serradas, de cor verde escuro.
Inflorescência corimbiforme, de flores com 1 a 3 cm de diâmetro, com sépalas verde-pálido em que o ápice por vezes é purpúreo, formando um perianto campanulado ou globoso.
Encontra-se em terrenos pedregosos, matorrais e orla florestal, do Oeste e Sul da Europa e Norte de Marrocos.

Esta é uma planta pouco utilizada nos nossos jardins mas que eu acho particularmente bonita. Apesar das suas flores serem verdes, transmitem um brilho que se destaca por entre o verde da própria planta e da vegetação envolvente. Além disso, a textura da folhagem confere um contraste muito interessante.

This plant it isn't usual in our gardens, but I think it is quite beautiful.
The bright green inflorescence in opposition to the dark green from the leaves, is very attractive, as well as its texture.

Iris subbiflora

Nome cientifico: Iris subbiflora Brot. syn: Iris lutescens subsp. subbiflora
Nome vulgar: Lírio-roxo; Lírio-roxo-dos-montes

Local: PNSAC

É um endemismo ibérico, que se encontra em sítios secos, de solos calcáreos, por entre as rochas.

Cephalanthera longifolia

Nome cientifico: Cephalanthera longifolia (L.) Fristsch
Nome vulgar:

Local: PNSAC

Tulipa sylvestris

Nome cientifico: Tulipa sylvestris subs. australis (Link) Pamp.
Nome vulgar: Tulipa-brava

Simethis planifolia

Nome cientifico: Simethis planifolia (L.) Gr. et Godr. syn: Simethis mattiazzi (Vand.) Sacc.

Nome vulgar: Craveiro-do-monte; Cravo-do-monte; Ouropeso
.
Local: Bom Sucesso, Óbidos
.
Este é um geófito que encontrei no Bom Sucesso, crescendo tanto no pinhal como em zona de mato. Apresenta estames densamente pelosos e um tom purpura na parte exterior das flores.
Obrigada Jardineira , pela ajuda ;)

" Em locais graníticos ou areníticos, surge a Simethis planifolia, uma Asphodelaceae pouco frequente, habitante estrito de solos bastante ácidos em zonas mais chuvosas."

Acacia cyanophylla

Nome cientifico: Acacia cyanophylla Lindl. syn: Mimosa saligna Labill.
Nome vulgar: Acácia

Local: Bom Sucesso, Óbidos

Mais uma das Acácias consideradas invasoras em Portugal, que se encontra em floração.
O seu nome significa que tem aspecto de salgueiro.
É um arbusto denso ou pequena árvore com origem no sudeste da Austrália, que pode atingir 8 a 10 metros de altura. Tem copa extensa e ramifica desde muito baixo, perto do solo.
As folhas reduzidas a filódios são verde-glauco, laminares, com 1 única nervura.
As flores, amarelo vivo, estão reunidas em glomérulos, (1)2-10 por racemo em cima de pedúnculos compridos nas axilas dos filódios.

Hora do Planeta

Não custa nada e vale a pena aproveitar esta hora a reflectir em como poderemos poupar energia todos os dias daqui para a frente...

Thymus caespititius


Nome cientifico: Thymus caespititius Brot.
Nome vulgar: Erva-úrsula; Alecrim-da-serra; Tormentelo; Tomilho-açoriano

Local: Bom Sucesso, Óbidos


Demorei muito tempo a identificar este tomilho (penso eu que identifiquei e se por acaso estiver enganada, agradeço a correcção :) .

Encontrei-o já há uns meses atrás, mas sem flor (e não sabia por que ponta lhe pegar).

Agora, que começou a florir, foi quase imediato: '-É um Thymus!? Mas qual?

Não é logo evidente o aroma típico dos tomilhos, pois é muito ligeiro. Tem um porte rasteiro e estendido fazendo cobertura do solo apenas com 4 ou 5cm de altura.
Encontrei-o em solo silicioso, juntamente com tojo, urze, carqueija e Halimium (no estrato arbustivo) e musgos e líquenes pontuados por geófitos como o Simethis e a Scilla monophyllos.
Este sub-arbusto é perene, tem folhagem com um aroma de resinosa e flor rosa, lilás ou branca atraindo os insectos úteis. Pode alcançar os 15cm de altura e 45cm de diâmetro.
Prefere solos arenosos e bem drenados.
É aromática, medicinal e condimentar podendo ser comidas as suas folhas jovens.
Num documento do ICN encontrei que "Em Portugal, os tomilhais de Thymus caespititius são apenas conhecidos do Sector Galaico-Português" . Pois no Subsector Oeste Estremenho, também.

Resorts, Campos de Golfe e PINs

O tema de hoje parece não ter nada a ver com o habitual nas minhas plantas, mas no fundo, penso que até tem tudo...

Depois do primeiro campo de golfe da região Oeste - o Béltico, agora outros semelhantes surgem que nem cogumelos, no concelho de Óbidos ocupando quase todo o seu litoral, pegadinhos uns aos outros.
O 'PIN' Projecto de Potencial Interesse Nacional (?) do Bom Sucesso depois de ter passado também por este aspecto já vai em adiantada fase de construção e á sua volta são estas as imagens, onde já está nascer o Resort Royal Óbidos:
Apparently, this post has nothing to do with the regular blog subject, but I think it has...
Here in the West of Portugal, every day we face with a new Resort, golf course and PIN ( Project of Potential National Interest) growing like mushrooms, side by side, along Óbidos coast. This images are from the area where a new Resort is near to start.
junto ao mar, com vista para o arquipélago das Berlengas e para a lagoa de Óbidos...
near the sea, with sights to Berlenga's Islands and to Óbidos Lagoon... is nery nice indeed

são hectares e hectares, já completamente limpos de vegetação e á espera para iniciar o empreendimento.
big areas, completely clean from any kind of vegetation, waiting to start the constrution
Imediatamente a seguir prevê-se mais outro Resort - o Falésia d'el rey:
Right next ahead, another one will come - Falésia d'el rey:
mas neste ainda não começaram os trabalhos de desmatação e actualmente está assim:


Foi esta ultima foto que me chocou, quando pensei que dentro de meses, talvez, este pedacinho de terra que está cheio de tesouros como o Thymus caespititius e a Euphorbia transtagana, Ericas, Callunas, Halimium, Cistus e tantos mais, vai estar nu e sem vida como o que está por trás...
This last photo touched me deep when I thought that in a few days, this beautiful little plants will disappear too and all the landscape wil be naked like we can see in the second plan.
Será que é isto o desenvolvimento?
Is this development?
Eu assumo que sou contra tudo o que é demais. Aceito um campo de golfe ou dois ou três mas parece-me que estão a querer repetir aqui as histórias que contaram no Algarve.
E dentro de pouco tempo vou deixar de ter plantinhas silvestres para procurar, encontrar e colocar aqui, pois em vez disso vão instalar-se extensos relvados rodeados de luxuosas moradias. Mais do mesmo que se encontra em qualquer outro sítio, no Algarve, em Espanha ou sei lá...
Tenho pena sobretudo por perder a beleza que nos distingue dos outros e que agora é de todos, em proveito apenas de alguns, poucos, que quando virem que a diferença desapareceu vão para outro lado deixando o estrago feito.
Tal como aconteceu no Béltico com os primeiros moradores, que já foram á procura de outros paraísos porque ali já se perdeu o 'genius locis'.
I think this is too much from the same.
In a selfish perspective, very soon I cannot walk and surch for natives because there will be big green lawns and big houses everywhere, just like the ones we can find in any touristic place.
But in a general perspective, I'm very sorry because we will loose the particular beauty of our landscape to profit just a few. Quite few...
And it will be even worse when those few ones will go away to other places when they realise that this is not like they expected. But then, is not possible to go back...it's too late and that IS an important problem

"Bióloga portuguesa descobre insectos desconhecidos mundialmente

Santarém, 24 Mar (Lusa)- Duas espécies de escaravelhos, até aqui desconhecidas mundialmente, foram descobertas pela bióloga portuguesa Sofia Reboleira em grutas da Serra d'Aire e Candeeiros, o único habitat destes insectos que se conhece em todo o mundo.
..."
do blogue Profundezas

Rosmarinus officinalis


Nome cientifico: Rosmarinus officinalis L.
Nome vulgar: Alecrim

Local: Serra d'Aire

Espontânea na região mediterrânica, tem preferência por solos pedregosos.
Mediterranean native, prefers stony places.

Rosmaninho com flor branca - with white flowers

Orchis conica


Descrita em pormenor no Insectos a florir, também já a tinha encontrado na Serra do Picoto.

Ophrys scolopax

Nome cientifico: Ophrys scolopax Cav. spp. apiformis
Nome vulgar: Flor-dos-passarinhos

Local: Serra d'Aire

Orchis olbiensis

Nome cientifico: Orchis olbiensis Reut. ex Gren. syn.: Orchis mascula (L.) L. subsp. olbiensis (Reut. ex Gren.) Asch. et Graebn.
Nome vulgar: ?

Local: Serra d'Aire

algumas euphorbias de Março


Euphorbia amygdaloides
.

Euphorbia x martini Baby Charm

Euphorbia transtagana